Vaga para Estudante de Design

30/03/2022 16:39

A COEMA trabalha pelo fortalecimento das ações de enfrentamento às desigualdades étnico-raciais e sociais de estudantes de graduação e pós-graduação na UFSC. Uma segunda vaga para bolsista está aberta: a bolsa tem por objetivo abrir estágio para estudante de cursos da área do Design para atividade junto à coordenadoria. A vaga é destinada preferencialmente para estudantes negros(as), indígenas ou quilombolas.

Para participar da seleção, enviar para coema.saad@contato.ufsc.br até dia 10 de abril de 2022. 

  • Histórico Acadêmico
  • Atestado de Matrícula
  • Uma criação própria de um folder digital sobre Visibilidade Quilombola na Universidade

Os candidatos serão comunicados do resultado da seleção via e-mail até 12 de abril de 2022.

Serão atribuições do(a) bolsista:

  • produzir materiais gráficos com foco nas ações afirmativas e relações étnico raciais;
  • participar de ações e estudos de enfrentamento ao racismo institucional;
  • colaborar com processos de comunicação das comissões de validação.

São necessários à/ao bolsista:

  • ser estudante regularmente matriculado em cursos de graduação da UFSC;
  • não ter FI no semestre anterior e possuir IAA igual ou superior a 6;
  • ser estudante de cursos de Design;
  • ter 20h semanais disponíveis para o estágio;
  • preferencialmente fazer uso das Políticas de Ação Afirmativas (reserva de vagas previstas no sistema de ingresso da UFSC);
  • ter interesse no tema das ações afirmativas e relações étnico raciais;
  • ter habilidades com produção de comunicação digital gráfica e escrita.

Sobre a bolsa:

  • Remuneração mensal: R$ 787,98 (setecentos e oitenta e sete reais e noventa e oito centavos).
  • Vigência da bolsa: dentro do calendário acadêmico de 2022. A partir de 18/04/2022 até 17/12/2022.
  • A bolsa poderá ser renovada, conforme as disponibilidades orçamentárias;
  • Carga horária: 20h semanais de forma híbrida.

Para demais dúvidas, entrar em contato com: coema.saad@ufsc.br.

 

21 de Março: Dia Internacional do Combate a Discriminação Racial  

21/03/2022 11:38

 

No dia 21 de março é celebrado o Dia Internacional de Combate à Discriminação Racial. A data foi escolhida pela ONU após o Massacre de Shaperville em 1962, em que tropas do exército da África do Sul atiraram contra uma manifestação pacífica em protesto contra a lei do passe, que proibia a circulação de pessoas negras em certos locais da cidade, marcada pelo Aparthied.

A data é um marco na luta da comunidade negra contra o racismo estrutural e a discriminação no Brasil, recordando os anos de atuação do movimento negro brasileiro que obteve importantes conquistas e lutas pela inclusão de pautas fundamentais na Assembleia Nacional Constituinte. 

A discriminação racial é a segregação, distinção ou exclusão de pessoas que tem como base sua cor, raça, ascendência, origem étnica ou nacional. A discriminação é diferente de preconceito, já que, o preconceito é entendido como um pré-julgamento a partir de alguma pessoa, se intitula discriminação quando o preconceito é externalizado na forma de tratamento a alguém. O racismo está diretamente ligado à construção histórica de um país, a negação de direitos a um determinado grupo social. Podemos entender o racismo como a intersecção entre o preconceito e a discriminação. 

Segundo a ONU, a população negra vivencia diariamente a discriminação racial e enfrenta severas desvantagens em relação a outros brasileiros. Esse tratamento diferenciado tem como fundamentação, pensamentos retrógrados de que existem raças e etnias superiores entre si.

O combate da discriminação se inicia com as políticas públicas e políticas de ações afirmativas. As principais bases são: informação à população, trabalhos com a mídia de modo a desmistificar estereótipos e preconceitos, produção de um conhecimento e organização da sociedade, com políticas de inserção para a população negra nos demais cenários.

O dia marcado gera reflexão, não a título de comemoração, mas de despertar, já que as situações de discriminação ainda são pertinentes a grupos privados de acesso a bens e direitos que estão consolidados para todos os seres humanos. É necessário continuar debatendo e denunciando preconceitos, com medidas antirracistas, para que, enfim, a representatividade conquiste o reconhecimento da identidade e reforce o direito de igualdade. 

ESCUTE! Podcast “Discriminação Racial e a Saúde do Paciente”.

Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente – Sobrasp estreia a série de podcasts “Pausa pro Café”, com o episódio “Discriminação Racial e a Saúde do Paciente”. Participam Francis Tourinho, secretária de Ações Afirmativas e Diversidades da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora do Grupo Temático de Trabalho Equidade e Diversidade da Sobrasp; e Cecília Izidro, integrante do mesmo grupo.

O podcast estará disponível no dia 21 nas plataformas Spotify, Pocket Casts, Google Podcasts e Anchor.

[Texto de Luiza Abreu – Estagiaria de Jornalismo-COEMA].

 

Não basta não ser racista, é preciso ser antirracista.

Angela Davis 

 

Para entender mais, acesse os vídeos abaixo.

Dia Internacional do Combate a Discriminação Racial – Parte 2: O que é discriminação racial? | Escurecendo as Coisas

 https://www.youtube.com/watch?v=jqMujrhhHm0

 

Por que um dia contra a discriminação racial? | Alê Garcia

https://www.youtube.com/watch?v=z9cpdrcpu4g

 

Combate à discriminação racial | Canal Preto

https://www.youtube.com/watch?v=KvD_AGW3wtI 

 

Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial | Consultoria Fesan

https://www.youtube.com/watch?v=M88SGz1fv6k

 

Desigualdade Racial no Brasil – 2 Minutos para entender! | Superinteressante

https://www.youtube.com/watch?v=ufbZkexu7E0

 

21 de Março – Dia Internacional contra a Discriminação Racial | Portal Geledés

21 de Março – Dia Internacional contra a Discriminação Racial – Geledés (geledes.org.br)

 

Combate ao racismo no atendimento à saúde da população negra | Negrxs50+

https://negrxs50mais.com.br/2022/03/19/combate-ao-racismo-no-atendimento-a-saude-da-populacao-negra/

 

 

 

 

Sistema de Monitoramento de Políticas Étnico-Raciais

04/03/2022 09:49

Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade e Departamento de Monitoramento de Políticas Étnico-Raciais divulga novo Sistema de Monitoramento de Políticas Étnico-Raciais 

Proclamado em 21 de fevereiro de 2022, Brasília.

A Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade e Departamento de Monitoramento de Políticas Étnico-Raciais promulgou OFÍCIO-CIRCULAR Nº 13/2022/GAB.SNPIR/SNPIR/MMFDH, o Sistema de Monitoramento de Políticas Étnico-Raciais — SIMOPE, a plataforma possibilita pesquisa e desenvolvimento de informações para viabilizar informações e levantamentos sobre as políticas públicas que acometem a população negra brasileira e comunidades tradicionais. O SIMOPE é um sistema que disponibiliza, sob a forma de tabelas e gráficos, a evolução histórica de indicadores como presença territorial, escolaridade, renda média, infraestrutura, acesso a programas sociais e a políticas afirmativas, descentralização federativa e execução de projetos. 

O Sistema, fruto do TED celebrado entre esta Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial — SNPIR e a Universidade Federal do Paraná – UFPR, está disponível por meio do link: https://simope.mdh.gov.br/, disponível para toda a população.

A plataforma reúne informações acerca das Comunicades Quilombolas, Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais, Povos Ciganos, Comunidades de Matriz Africana e Povos de Terreiro, os Pescadores Artesanais, os Ribeirinhos e os Extrativistas. que utilizam o Cadastro Único (CadÚnico), além disso, oferece dados sobre territórios quilombolas e comunidades certificadas, e a distribuição de terras indígenas em território nacional.

O Sistema também conta com módulos voltados à política de cotas para estudantes no âmbito das instituições federais de educação superior, que apresenta informações relativas ao ingresso, à desistência e à conclusão do ensino superior pelos estudantes que ingressaram nas Universidades e nos Institutos Federais por meio da Lei nº 12.711/2012. São denotados, ainda, dados sobre os diferentes tipos de apoio social recebidos por esses estudantes cotistas, visando a sua permanência na instituição e informações sobre os números totais de matrículas de estudantes pretos, pardos e indígenas, cotistas ou não. 

Já o SINAPIR, Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial – SINAPIR, reuniu um módulo inteiramente voltado à participação dos Estados e Municípios, contando com dados do Cadastro Nacional de Órgãos e Conselhos de Promoção da Igualdade Racial – CadPIR. Estão também presentes as informações sobre os Projetos de Promoção Étnico-Racial (Editais de chamada pública, Emendas Parlamentares, Termos de Execução Descentralizada e Projetos de Cooperação Internacional) em execução.

A SNPIR, por meio desse painel, tem por objetivo apresentar dados e informações para análise e monitoramento das políticas transversais nas áreas de demografia; educação; assistência social; trabalho e renda; e saúde.

Para melhor navegação, o sistema disponibilizou um “Guia de orientação de uso do SIMOPE”, que contém instruções e dicas de acessibilidade, pode ser acessado em: https://www.gov.br/mdh/pt-br/navegue-por-temas/igualdade-etnicoracial/acoes-e-programas/sistema-de-monitoramento-de-politicas-etnico-raciais-2013-simope.

Por fim, outra ferramenta de desenvolvimento e consulta a dados e informações com recorte de cor e raça, qual seja o Painel da População Negra, pode ser acessada no link:  

https://app.powerbi.com/view?r=eyJrIjoiOGMzNmI0YzAtNDkyZS00MT YwLWJkNzgtOTYyNWRkNzI2MTZhIiwidCI6ImZiYTViMTc4LTNhZjEtNDQyMC 05NjZiLWJmNTE2M2U2YjFkYSJ9.